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QUAL É O SEU EVEREST ?

Esta montanha está localizada na fronteira entre o Nepal e a China, na cordilheira do Himalaia. Em nepalês, o pico é chamado de Sagarmatha (rosto do céu). Seu cume está a 8.850 metros de altitude.

Até o final de 2001, 1491 pessoas conseguiram alcançar o topo e destas 172 não retornaram da aventura. (www.360graus.terra.com.br).

Quem segue nesta empreitada, o faz, buscando superar desafios físicos, psicológicos e pessoais. Submetem-se a muitos perigos tais como fome, sede, deslizamentos e a temida hipotermia.

 Na enciclopédia virtual Wikipédia encontra-se vários fatos interessantes sobre o tema. Parece que George Everest, topógrafo geral da Índia, que nomeou a montanha como Pico XV, é que mais tarde acabaria sendo homenageado, com o seu nome dado a montanha.

Pessoas de várias nacionalidades, inclusive brasileiros, chegaram ao cume. Note estes sites relevantes sobre o assunto (www.monteeverest.net; www.niclevicz.com.br).

Chama a atenção o capricho à parte, de se chegar ao topo, com ou sem oxigênio suplementar.

Agora, algumas charges e comerciais, já satirizaram a chegada ao cume. Ou seja, o que se faz quando se chega ao cume do Everest? Pode-se fincar bandeiras, contemplar a paisagem, tirar fotos registrando a façanha, firmar no currículo o degrau mais alto do alpinismo.

Diante de tamanho fascínio, uma verdade deve ser encarada, deve-se descer.

Como na experiência da transfiguração (Mt. 17:1-13), não é possível ficar lá (v.4), deve-se descer (v.9). Após uma experiência maravilhosa, Jesus e os seus discípulos (alpinistas bem mais modestos) tiveram que descer e continuaram com a sua missão.

Em vista de tudo isso, o Everest é um símbolo de realização, objetivo alcançado. Mas objetivos só trazem real satisfação se não se encerram em si mesmos.

Mas o que vem depois? Após uma meta ser atingida, não podemos ficar inertes, a vida continua.

O nosso coração enganoso pode possibilitar o tédio até mesmo com as grandes conquistas e maiores vitórias.

É possível que venhamos a ter fastio até daquilo que é providenciado por Deus (Nm. 21: 5).

Assim, alegre-se com as suas conquistas e desenvolva sua gratidão para com Deus.

Como diz o apóstolo Paulo, tudo o que fizermos seja por palavras ou por obras deve ser feito em nome do Senhor Jesus Cristo.

Cada sonho, cada realização, deve ser acalentado como mais uma obra da graça e providência em nossas vidas, advinda do verdadeiro Altíssimo (Gn. 14:22; Sl. 7:17).

 
Política e o crente
ENGAJAMENTO POLÍTICO DE ÚLTIMA HORA?
Política, futebol e religião não se descutem...
Como assim? Estes são temas que naturalmente acirram os ânimos e que já têm manchado a história com literalmente, sangue, suor e lágrimas.
Bem, deixando o futebol de lado, qual deveria ser a nossa posição religiosa a respeito da política? Ou seja, já que defendemos uma fé, como deveríamos nos portar politicamente?
(Fp. 1:27;2:14,15) O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, nos orienta quanto a nossa postura diante de uma sociedade em decomposição moral . Nossa postura deve ser digna, de acordo com o evangelho, nosso combate deve ser pela fé do evangelho, nossa conduta deve brilhar nas trevas.
Sou dispensacionalista e pré-tribulacionista de fato, isto quer dizer que creio no cumprimento do quadro profético antevisto na Palavra de Deus (II Tm. 3:1).Profeticamente, independente da cor de seu partido político, a tendência é que as coisas nacional e mundialmente piorem. Teologicamente existem outras correntes com outras opções.Temos a Teologia do domínio que diz que a Igreja deve ocupar e conquistar todos os setores da sociedade. Temos o Amilenismo que ensina que não haverá um milênio futuro e que o reino de Cristo já está em vigor. Outra opção é o Pós-milenismo que crê de uma forma otimista que o evangelho será espalhado, o mundo será Cristianizado mudando a sociedade até que Cristo finalmente volte. Não concordo com estas posições, porque a Bíblia não as ensina. Creio que a Igreja será arrebatada quando do retorno iminente do Senhor Jesus Cristo. Isto acontecerá antes do desencadear do pior momento do planeta terra (II Tss. 2:1a10). Creio que o mistério da injustiça já opera preparando o terreno para o anticristo.
Creio que apesar de sermos orientados a orar pelos governantes para o bom andar da sociedade (ITm. 2:1,2), o que também devemos esperar é uma constante batalha espiritual (Ef. 6:10-12).
O Senhor Jesus era engajado politicamente? Na época de César e Herodes, Ele que foi acusado de ser subversivo declarou enfática e categoricamente "...Meu reino não é deste mundo...".
Jesus sabia (óbvio) que não são reinos, partidos ou políticas que mudarão o mundo. Somente o Seu reino instituído em Sua segunda vinda restabelecerá a paz e a lei do Senhor na terra (Is. 9:6,7; Dn. 2:34,44,45; Ap. 19:14-16).
Ou nós cremos nos textos Bíblicos e proféticos ou dizemos que cremos na Bíblia enquanto que na prática tratamos os textos como uma espécie de ficção. Ou cremos que só Jesus tem as palavras de vida ou caímos na ilusão que a política e os políticos darão jeito nas nações.
Irmãos, não há partido político que dê jeito nas consequências do pecado.
Então devemos ser conformistas? Sentar e esperar o pior? Não! mas nossa luta é diferente.
Devemos operar a nossa salvação, a Igreja deve ser sal e luz enquanto o Senhor Jesus não vem (Mt. 5:13-16). Nossa militância não deve ser carnal ou política (II Cor. 10:3-5). Nossa ordem como Igreja não é depositar nossa esperança nem no capitalismo, nem no comunismo, nem no neo-liberalismo, nem na esquerda, nem na direita ou no centro, nem no vermelho, nem no amarelo e nem no verde entre muitíssimos outros.
Nossa ordem é fazer discípulos (Mt. 28:19). Discípulos de Jesus é o assunto pelo qual você será cobrado quando encontrar o Senhor. Discípulos de Jesus serão bons cidadãos (I Pe. 2: 11-17). A boa cidadania nos dias de hoje também envolve nosso voto consciente, buscando a sabedoria do Senhor.
Creio que a sua militância deva ser o evangelho, usando a sua esfera de influência. Recordo-me de que recentemente, quando da posse do atual presidente dos EUA, Obama, Rick Warren em sua oração da posse, como ministro convidado para tal, exemplar e gloriosamente orou entre outras coisas pela família e pelo casamento entre homem e mulher. Lamentavelmente, o mesmo Warren, que já foi capa de revista nos EUA, devido a notoriedade de sua igreja e envolvimento em várias frentes religiosas e sociais; Após sofrer pressões de grupos homosexuais, servilmente começou a se desculpar na internet, como os irmãos podem checar no You Tube. Já, na mesma época, uma jovem miss dos EUA, declarou publicamente sua postura contra o casamento homosexual, e mesmo após pressões, manteve sua posição abertamente em diversos programas de entrevistas. Que infelicidade, o pastor voltou atrás e uma miss se portou com toda a intrepidez dentro de sua esfera de influência.
Finalmente não creio em engajamentos políticos de última hora, ou tomada de decisão baseadas em notícias da internet. Nossa postura social já deve estar formada de antemão, oque deve reger
a nossa cidadania é a nossa TEOLOGIA.
 
PS. As passagens Bíblicas mencionadas não são ornamentais e sim proféticas e fazem parte do argumento deste texto.
 
COPA, FENÔMENO TRANSCULTURAL

Começou a Copa do mundo! Mais ainda, o Brasil estréia hoje contra a inexpressiva Coréia do Norte, que não participa de copas a décadas. Quanto a ser um país carente de nossas orações, o assunto é outro, segundo a missão Portas Abertas trata-se de um dos países de maior perseguição ao evangelho.

 Mas voltando a copa... é incrível o poder do esporte e do marketing esportivo. Todos os dias inúmeras reportagens sobre costumes e culturas diferentes serão descortinados diante de nós por várias emissoras. Como um passe de mágica a mídia passará a fornecer dados (quase como uma agência missionária) sobre a localização, alimentação, idioma e situação dos países participantes da copa. O esporte nos chama a atenção ao fato que não estamos sós neste mundo, todos estamos em um emaranhado de culturas, línguas, costumes, conflitos e interesses. A copa até serve como uma nuvem de fumaça para as crises financeiras de países da Europa que acabam afetando o mundo todo ou os intermináveis conflitos político-militares entre nações aqui e acolá.

 Mas voltando a copa... não tem como, mesmo que você desta vez não queira se envolver tanto, o clima acaba contagiando. As ruas pintadas, as bandeiras e bandeirinhas nas ruas, os dias de jogos do Brasil, que acabam se transformando em feriados ou semi feriados oficial ou extra oficialmente. Nesse momento é que nós podemos medir a força que a mídia exerce sobre o brasileiro, não há nada de mal em ser patriota, mesmo que nosso patriotismo seja mais ligado com futebol do que qualquer outra coisa. O preocupante é quando notamos que certas emissoras não fazem somente uma cobertura da copa e sim um envolvimento psicológico no pico a fim de estourar no Ibope. Tudo isto é natural, afinal é assim que o comércio vive, de promoções, da necessidade, de envolvimento e da necessidade de envolvimento, só que precisamos estar consciente que todo este sistema opera nas entrelinhas.

Mas voltando a copa... nas reportagens sobre os jogos você pode notar que o fenômeno não acontece somente com os brasileiros, pessoas dos países participantes pintam os rostos, vestem-se a caráter e torcem ah como torcem pelos seus países. Quando assisto reportagens assim noto que em todo o lugar somos bem parecidos apesar das diferenças, só muda o endereço, e no caso endereços muito distantes.

Mas voltando a copa, creio que podemos constatar que há como motivar sim o povo de nossas Igrejas com missões transculturais. O Senhor Jesus disse “O campo é o mundo” e também nos comissionou até aos confins da terra simultaneamente com nossa obra local e no nosso país (Atos 1:8). Não podemos nos dar ao luxo de falar sobre as outras nações somente em época de copa e olimpíadas. O esporte promove interação entre os vários países, ainda que o objetivo seja entretenimento. No caso da Igreja o apóstolo Paulo ensina que precisamos correr a fim de alcançar uma coroa incorruptível. Ou seja, no cumprimento de sua tarefa, a Igreja não deve ser passiva e se intimidar com a distância no que diz respeito às missões mundiais. Podemos enviar, podemos orar e podemos até ir se for à vontade de Deus para as nossas vidas. A copa do mundo tão cobiçada por todos mais cedo ou mais tarde perecerá, enquanto que a Igreja lida com o evangelho e a eternidade. No próximo mês as vuvuzelas tão ecoadas ininterruptamente na copa já não serão mais ouvidas, ao menos por aqui enquanto que a qualquer momento a última trombeta soará, então em vista disso precisamos nos interessar mais pelo mundo da mesma forma que Deus o vê, global e transculturalmente.

 
MODALISMOS: VOLUNTÁRIOS E INVOLUNTÁRIOS

Lucas 3: 21 a 22

Talvez esta passagem acima seja uma das passagens mais claras no Novo Testamento sobre a distinção entre as três pessoas da Trindade, nosso Deus é único, porém é triúno. Um Deus, três pessoas co-iguais, co-eternas, co-poderosas. Todas estas três pessoas são dignas de nossa adoração.

Irmãos precisamos atentar mais detidamente como colocamos em prática nossas crenças. Cada Igreja autêntica deve crer no Trinitarianismo. Mas não podemos deixar que esta crença se transforme simplesmente em um assentimento intelectual sem significado. Nós denunciamos às seitas devido a erros e heresias1. Mas em geral temos que nos precaver contra a tendência de nos relacionar com o nosso Deus, não de forma trinitária e sim “modalista involuntária”.

O Modalismo é definido como a “Ideia de que as três pessoas da Trindade são, antes, um simples modo de uma única pessoa em Deus e não pessoas distintas” 2 Esta tese defende uma idéia de progressão de papeis “... três energias sucessivas, o Pai como Criador e doador da lei, o Filho como Redentor começando na encarnação e indo até a ascensão e finalmente o Espírito como Doador e sustentador da vida...” 3. Ou ainda “... Trata-se da heresia trinitária que não vê o Pai, o Filho e o Espírito como três pessoas singulares em uma relação, mas apenas três modos ou manifestações de uma pessoa divina: Deus, assim vem na história da salvação como Pai para criar e dar a lei, como o Filho para redimir e como o Espírito para ministrar graça.4

Esta heresia modalística às vezes também é conhecida como Sabelianismo “Seita dos princípios do terceiro século fundada em Esmirna por Noeto, seu discípulo a levou para Roma onde se estendeu através de Práxeas e Sabélio...O Sabelianismo é a posição teológica conhecida mais tarde como Unitarismo...” 5.

Não é muito comum nós adorarmos nos moldes do hino 01 do Cantor Cristão: Antífona. Neste hino todas as pessoas são igualmente retratadas. Nossa prática de oração em geral é dirigida somente a Deus Pai nos moldes de Mateus 6 com o acréscimo de “em nome de Jesus” no final.

É óbvio que o Senhor nos apresentou somente um modelo de oração e nós não devemos mecanizar este modelo o que contradiz exatamente o ensino da passagem. Não é necessário que Cristo participe de nossas orações somente como um apêndice. Também nós reprovamos a seita herética dos Testemunhas de Jeová que classificam o Espírito Santo como uma força ativa de Deus, porém como disse A.W. Tozer “se o Espírito Santo fosse tirado de algumas Igrejas elas permaneceriam exatamente como estão”. Naturalmente sabemos que a obra do Espírito é apontar para o Filho e não falar de Si mesmo (João 16:13,14). Mas isto não quer dizer\ que nós não adoremos Espírito Santo e nem O citemos em orações públicas. Tais equívocos já estão tão enraizados em nossa cultura eclesiástica que já é possível pressentir que você mesmo não ache se estou indo longe demais.

Nas orações e “ministrações” de louvor precisamos nos acautelar em não cometermos heresias involuntárias tais como “Obrigado Pai por ter morrido na cruz por nós”; “Jesus obrigado por ser nosso Pai”; “Oh Pai estamos aguardando a Sua volta”.Se não conservarmos e treinarmos nossa mente de maneira trinitariana ficaremos sujeitos a erros como os dos irmãos que apreciam os programas e CDs do conjunto “Voz da Verdade” Igreja Unicista (modalista) portanto herética. Você mesmo pode acessar o site: www.vozdaverdade.com.br e ir ao item Estudos Bíblicos para ratificar um poço de heresias por você mesmo. Como pessoas que afirmam amar a Jesus e louvá-lo podem produzir tanto lixo teológico?

Não adianta falar de Jesus (seitas e religiões e o mundo secular têm suas próprias versões de Jesus) precisamos proclamar o verdadeiro JESUS (João 8:32).

1 Coríntios 12:3 a 6. As três pessoas da Trindade podem ter funções e operações distintas, mas são um único Deus. Ainda assim se distinguem em três pessoas co-existentes e não em um deus mutável que vai se transformando em determinada pessoa de acordo com o período da história. Os unicistas ou modalistas usarão textos fora do contexto, mal interpretando frases de Jesus como “Eu e o Pai somos um” e “Quem vê a mim vê ao Pai” fazendo uso de uma hermenêutica pobre e lastimável.

Veja como estes argumentos falsos podem ser rebatidos rapidamente: “... Costumam citar João 10:30: “Eu e o Pai somos um”. O texto prova que Jesus é Deus absoluto igual ao Pai, mas não a mesma Pessoa do Pai. “Um” no grego, aqui, neste versículo, está no neutro hen e não no masculino que seria heis, isto mostra duas Pessoas numa só Deidade, nessa passagem. Além disso, o verbo está no plural “somos” e não no singular “sou”; não pode, portanto, Pai e Filho serem uma mesma pessoa... ”6 Além disso, desprezam o farto material das Escrituras em ambos os testamentos que implicam em um Deus triúno (Mt. 20:23; 28:19; Mc. 13:32; Lc. 23:46; Jo. 8:17, 18,42; Jo. 14:16, 26; Jo. 16:30; At. 10:38; 1 Co. 15:24; Cl. 3:1; 1 Jo. 2:22, 23; II Jo. 3.). Estas são apenas algumas passagens que desmentem o modalismo e unicismo.

Enfim Modalismo é heresia, porque a crença na doutrina da Trindade é essencial para uma Teologia sadia. O modalismo deve nos lembrar que precisamos desenvolver práticas de oração e adoração mais trinitarianas ao invés de nos conformarmos em acabar praticando um modalismo involuntário.



1 Ferreira, Franklin; Myatt, Alan; Teologia Sistemática. Edições Vida Nova, São Paulo. Introdução. Os autores distinguem erro como um equívoco daqueles que necessitam de mais luz sobre determinado tema e heresia como uma negação frontal de doutrinas que constituem o cerne da crença Cristã.

2 Erickson, Milard J.; Conciso dicionário de Teologia Cristã, Juerp. São Paulo, 1990, p. 108.

3 Erickson, Milard J.; God in three persons; Baker, Grand Rapids , Michigan, 1995, p.63.

4 Grenz, Stanley J.. ; Dicionário de Teologia, Editora Vida, São Paulo-SP, p. 89.

5 Vila, Samuel; Santamaría, Dario A.; Enciclopédia ilustrada de La história de La Iglesia, CLIE, Barcelona, Espanha, 1979 p. 519.

6 Soares, Esequias. Manual de Apologética Cristã, CPAD, São Paulo. 2002.p.324.

 
A CRUZ E A COLOMBA PASCAL

Outro dia ao ligar a TV consegui pegar somente o finalzinho da entrevista de uma nutricionista sobre o histórico da assim chamada Colomba Pascal. Não contente fui pesquisar a origem do famoso bolo doce que em alguns anos passados nos surpreendeu, mais parecendo um panetone fora de época. Mas com o tempo a novidade foi virando tradição. Bem, resumindo a Wikipédia diz o seguinte sobre o tema: Aconteceu uma guerra ao norte da Itália, em Lombardia, no vilarejo de Pavia. O local foi invadido pelo exército do raivoso rei dos Lombardos, Albuino. Foi aí que surgiu para o alívio dos moradores locais um confeiteiro que resolveu criar um bolo diferente para apaziguar a ira do invasor. Criou um bolo com formato de pomba da paz. Ao receber o presente o rei ficou encantado com o sabor deste e poupou o vilarejo do ataque iminente.

Ou seja, a Colomba Pascal é uma invenção ou reinvenção das grandes marcas, buscada com requinte na história, a fim de buscar alavancar as vendas em uma área de difícil inovação. Uma jogada mercadológica em um meio em que os ovos de chocolate reinaram por décadas soberanos. Falando no coelhinho, agora as marcas estão “invertendo os valores”, os brindes, antes um adendo para chamar a atenção e buscar uma “vantagem competitiva” agora já estão ficando maiores do que o próprio ovo de chocolate. Pois bem, se até a galinha dos ovos de ouro do setor ou se preferirem o coelho dos ovos de chocolate, está sendo assim ultrajado, imagine se a grande maioria das pessoas sabe o verdadeiro significado da Páscoa.

A Bíblia diz que Cristo é a nossa Páscoa ou o nosso Cordeiro Pascal, fazendo referência ao cordeiro sacrificado quando da instituição da festa judaica (Êxodo 12:21; 1 Coríntios 5:7). Em Êxodo 12 o sangue do cordeiro aplicado aos umbrais da porta dos lares judeus, os protegeu do juízo de Deus. (Êxodo 12: 22,23).

No Novo Testamento Jesus Cristo, nosso Senhor é retratado como o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29, Atos 8:32).

O sangue do Senhor Jesus nos purifica de todo o pecado (1 João 1:7).

Se a colomba tinha originalmente a intenção de providenciar paz, a cruz de Cristo reconcilia o pecador que crê a um Deus santo. Sabe-se lá quais motivos teriam levado o rei dos Lombardos à ira, talvez motivos justos, talvez a altivez das conquistas. Mas a Bíblia deixa bem claro o porquê da ira de Deus. O motivo foi o pecado que faz separação entre pecadores e um Deus irado. Porém este mesmo Deus proveu o sacrifício que satisfaria Sua justiça, Seu próprio Filho Eterno (João 3:16).

Jesus o pão do céu satisfez a justiça de Deus e sofreu Sua ira (2 Coríntios 5:18-21).

Se antigas tradições pagãs retratavam o ovo como renascimento e vida (é melhor não ficar “fuçando” nisso e desfrutar do seu recém adquirido ovo de chocolate) é em Jesus ressuscitado que nós temos a confirmação da aceitação do sacrifício de Cristo como cordeiro de Deus. Cristo é a nossa Páscoa, um Cristo VIVO e que em Sua morte e RESSURREIÇÃO nos dá VIDA.

 
SALOMÃO E O CASO ISABELA

1° REIS 3:16-28

 

Finalmente chegou ao fim (?) o chamado pela mídia “caso Isabela”, durante dois anos a má notícia teve seus dois picos, o acontecimento em si e seus desdobramentos e o tão esperado julgamento. Estes dois fatos estiveram separados por um grande “vale” que foi o andamento do processo enquanto os réus aguardavam no presídio do Tremembé no interior de São Paulo.

Programas de televisão de circulação nacional contataram inúmeras vezes especialistas para discorrerem sobre o assunto e participar de acalorados debates.

Um tema recorrente foi a dúvida sobre o que aconteceu realmente, pois até hoje os réus não se confessaram como culpados.

Tanto o promotor público quanto a defesa tentaram como puderam expor suas convicções a fim de comprovarem sua tese. Grande parte da sociedade brasileira, acostumada com a série importada CSI (“investigação da cena do crime”) agora se deparou mais de perto com o trabalho da chamada Polícia Científica.

Ficamos impressionados quando ouvimos que são centenas de “casos Isabela” que acontecem em nosso país continental e que não contam com os mesmos recursos e muito menos tem repercussão na mídia.

O prazo de dois anos assim foi, por incrível que pareça um recorde para o julgamento do caso.

Imaginem dois anos de recursos e apelações, autos, papeladas, evidências, questionamentos, conjecturas.

Após todos estes procedimentos, finalmente chegou-se ao julgamento diante do tribunal do júri. Todos os principais veículos de comunicação cobriram o caso durante uma semana inteira. Imagino que os jurados tiveram a sua disposição diversos recursos para decidirem a favor ou contra o casal acusado de jogar uma menina pela janela.

O casal foi julgado por “evidências circunstanciais”. Uma evidência circunstancial representa um conjunto de fatos e provas, a partir dos quais se pode chegar a uma conclusão equilibrada.

Enfim acompanhei juntamente com milhões de brasileiros em rede nacional o veredicto do juiz após a avaliação do júri. CULPADOS, seguiu-se a sentença de acordo com os ditames do código penal brasileiro. Confesso que me senti aliviado, mas ao mesmo tempo contrariado com um público que consegue transformar qualquer coisa em “carnaval”, rindo para as câmeras esquecendo toda a tristeza de todo o episódio.

Tudo isto me levou a pensar na passagem em que o rei Salomão, sem CSI, promotores ou advogados de defesa, polícia científica ou jurados decretou uma sentença. O prazo também impressiona, a sentença saiu na hora, após uma pretensa medida drástica. Uma antiga tradição jurídica da região estipulava que no caso de um impasse sobre uma sentença o juiz deveria dividir a propriedade em partes iguais, mas ninguém pensaria da aplicação desta lei a um bebê!

Lembram da passagem? Duas mulheres, uma deita sobre o seu filho matando-o acidentalmente; em uma manobra desumana e egoísta, esta rouba o filho da outra e ainda a acusa de ser a culpada do mesmo acidente que cometera. O rei capacitado por Deus com sabedoria anuncia a divisão do bebê em dois. O que impressiona é a filosofia de uma das mulheres no pior estilo “se não for para ficar comigo não vai ficar com mais ninguém”. Para aqueles que ainda não estão convencidos com a conclusão do “caso Isabela”, julgando impossível alguém cometer tal ato e não voltar atrás arrependido, note esta passagem. O pecado é capaz de desumanizar, em contrapartida o amor verdadeiro mostrou quem de fato era a verdadeira mãe.

As duas falaram perante o rei, mas a verdade só foi descoberta pela sabedoria de Deus.

Este caso do “casal Nardoni” só ratifica o que o pecado é capaz de fazer com a natureza humana. Dizem que o que mais impressionou os jurados foi a apresentação do promotor Sembranelli de uma “linha do tempo” do crime concluída a partir do GPS do carro do casal e de suas ligações minutos após a menina chocar-se com o chão.

Como o júri estou convencido sobre a culpa do casal, mas se na pior das hipóteses todos estivermos errados e houver realmente outro “verdadeiro” culpado, isto só comprovaria a força do pecado na produção de um gênio monstro, que conseguiu enganar a todos sem deixar rastro.

Diante de tudo isto devemos agradecer pela misericordiosa GRAÇA de Deus que nos resgatou da pena e poder do pecado e no futuro nos livrará da presença do pecado e nos fará habitar em um local de plena JUSTIÇA.

 
ALÉM OU AQUÉM

 

NÚMEROS 28:16-29:40 

Olhando para este trecho das Escrituras podemos perceber que Deus tinha a intenção de que a vida religiosa permeasse a nação.

 Nestes capítulos, são enfatizados todos os itens do extenso calendário religioso de Israel. Ofertas diárias, semanais e mensais, era um investimento enorme em animais, grãos e vinho. Além de todas as festas e solenidades anuais.

Eram tantos detalhes e datas envolvidos que certamente o povo contava com a ajuda ministerial dos sacerdotes que também estavam envolvidos com todo sistema sacrificial.

Os sacerdotes tinham uma função tanto executiva no oferecimento dos sacrifícios quanto didática no ensino da adoração correta diante do Senhor.

Todas estas festas tinham o seu sentido tipológico referente à Cristo, mas também formavam um elo forte entre a nação e seu Deus. As festas também eram ilustrações vivas da jornada de Deus com o Seu povo.

Mas aquilo que me despertou a atenção é um sentido de continuidade e diversidade. Ou seja, havia um holocausto contínuo e a sua libação (vinho, azeite) que representava a continuidade. E havia várias ofertas a serem prestadas ALÉM do sacrifício contínuo.

 O termo ALÉM é repetido mais de dez vezes no trecho em consideração. Todas estas outras festas e ofertas constituíam uma diversidade de serviços diante de Deus. No Sábado as ofertas eram ainda maiores.

Mais para frente os profetas denunciam que o povo não poderia simplesmente realizar estes sacrifícios sem o coração. Ou seja, Yavé não era um açougueiro celestial nem tão pouco um promotor cósmico de churrascos. Tudo consistia em uma preparação espiritual do povo, fazendo-os refletir “que não há perdão de pecados sem derramamento de sangue”; que era necessário um substituto pelo pecado; que Deus é santo. Tanto é que os sacerdotes, ao realizarem seus ofícios puramente como um dever, acabaram em apostasia.

Aplicando este trecho para as nossas Igrejas hoje, podemos aprender algumas lições valiosas. Por exemplo, podemos afirmar que nossa vida Cristã consiste de continuidades e diversidades.

Como diria um famoso autor de livros, o discipulado é uma longa jornada em uma mesma direção.

 O Cristão não deve simplesmente prescindir do que lhe é essencial. O que acontece quando ficamos aquém na oração? Em pouco tempo começamos nutrir sentimentos de insegurança e os velhos e novos medos afloram!

E o que dizer da vida financeira do Cristão? Sabemos que os Israelitas davam o dízimo na época da Lei. Sabemos que naquela Teocracia, mediada por Moisés, o Israelita pagava o dízimo e ofertas como lei. Hoje na época da Graça, nós não contribuímos por imposição da lei e sim como um princípio bíblico, como o fez Abraão antes mesmo da Lei. Em outras palavras continuidade nesta área financeira demonstra que a pessoa compreende o princípio bíblico, ama a obra de Deus e não quer se tornar somente um consumidor e sim um provedor com os recursos que o próprio Deus lhe dá.

Podemos lembrar-nos de nossa presença nos cultos, repetida ao longo de semanas, meses e anos... Quem o faz sem o coração, se coloca no rumo da apostasia. É Deus que quer de nós essa continuidade, pois o cumprimento dos mandamentos mútuos (“uns aos outros”) só nos é possível em meio à coletividade.

Até agora estamos tratando do básico, mas o princípio do além também focaliza a diversidade. Sempre haverá épocas em que o corpo de Cristo deverá se mobilizar, de maneira local ou mais abrangente. Igreja é feita de gente, sendo assim, projetos, eventos, reuniões, treinamentos, levantamento de fundos contam necessariamente com a participação dos irmãos. Mas então surge a questão: Como participar do princípio do além se ainda se está no aquém? Como Deus irá confiar mais, se ainda não há fidelidade no pouco?

Note como termina a passagem: Nm. 29:39. Estas coisas fareis ao Senhor. Esta é uma base para que sejamos pessoas que atuem na dimensão do ALÉM, fazer aquilo que é contínuo e aquilo que é diverso PARA DEUS (Cl. 3:23, 24).

Que tipo de Cristão você tem sido? Além ou aquém?

 
VIRTUOSA Pv. 31:10

A cada oito de Março o mundo celebra o Dia internacional da Mulher. Dia este representativo, pois a mulher desde o início da criação veio a preencher uma lacuna. Foi o próprio Criador que afirmou: “Não é bom que o homem esteja só”.

 Então quando Deus concebeu o projeto da humanidade, a mulher estava neste plano e estava destinada a ter e compartilhar com o homem da Imagem de Deus (Gn. 1:27). E já que falamos de imagem, é interessante que no livro de Provérbios Deus também trabalha com personagens representativas, imagens daquilo que o homem e a mulher podem refletir (PV. 27:19).

 Já tenho dito que se alguém quiser checar a condição de seu coração, é uma boa alternativa ler Provérbios e notar, como em um espelho, qual a imagem está refletindo.

Em matéria de mulher, Provérbios cita vários tipos ao longo do livro. Em uma corrida simples de olhos você encontra: A mulher estranha, imoral (Pv. 2:16; 5:3); a casada (5:18, 19); a mãe (6:20); a mulher alheia (7:5); a mulher bondosa (11:16); a mulher bonita, mas indiscreta (11:22); a mulher sábia (14:1); a resposta do Senhor (18:22); a briguenta (19:13; 25:24; 27:15). Mas Deus deixou seu retrato de mulher ideal para o final. No capítulo 31 de Provérbios, nós encontramos um acróstico de 22 versículos, cada um começando com uma letra do alfabeto hebraico. É a mulher de Deus de A a Z. Esta é a virtuosa (que já fora destacada em Pv. 12:4; Rt. 3:11).

Virtuosa é a imagem ideal que toda mulher deveria querer ver refletida em seu espelho. Espelho e imagem fazem parte do imaginário feminino desde a infância, quem não se lembra do “espelho, espelho meu”. Mas a menina, a moça e a mulher devem olhar além do penteado, da vestimenta e da graciosidade das formas.

Virtuosa é a tradução da expressão hebraica que destaca uma mulher de força, dignidade, virtude, o que é explicado em Provérbios 31.

A população mundial é composta em sua maioria de mulheres, ainda hoje bilhões de espelhos serão usados. Mas como diz o versículo (Pv.31:10) quando a imagem refletida é virtuosa, isto não tem preço!

Parabéns a todas, principalmente as que buscam o reflexo da virtude!

 
A ESSENCIALIDADE DA ESTRUTURA

 

Todos os especialistas em sismologia (ciência que estuda os sismos ou movimentos interiores de terra que podem causar terremotos em maior ou menor escala) têm afirmado que o grau do terremoto do Haiti foi menor do que o do mais recente no Chile. Isto nos leva a refletir então, porque os estragos no Chile foram relativamente menores? Os próprios especialistas já explicaram que o que fez a diferença foi a melhor estrutura das edificações do Chile, país que já sofreu outros tremores significativos. Se o terremoto do Chile houvesse sido no Haiti a devastação daquele país teria sido ainda maior, pois os materiais usados na construção são muito inferiores.

Se vocês acessarem o youtube.com com a busca “prédio balançando” verão algumas brincadeiras, mas também acharão com algum esforço imagens reais de prédios e pontes que devido cálculos bem preparados de resistência de materiais suportam as catástrofes naturais. Isto nos leva a pensar sobre a essencialidade da estrutura e as conseqüências da mesma não somente em construções, mas também em nossa vida.

O Senhor Jesus ensina sobre a importância da estrutura em passagens que mostram dois fundamentos: Areia e Rocha. (Mateus 7:24-27 e Lucas 6: 46-49). Ele proferiu esta analogia no chamado Sermão do Monte onde ensinou vários princípios do Reino e de vida. O Senhor em Lucas liga a sustentabilidade diante de circunstâncias adversas com o ter ou não um fundamento resistente. Estar firmado na rocha é essencial, Ele continua explicando que o fundamento consistia em Seu ensino no guardar de Seus mandamentos. Ou seja, quando conhecemos nos aproximamos e obedecemos a Palavra de Deus desenvolvemos uma estrutura sustentável, essencial para vivermos neste mundo. O termo rocha aparece dezenas de vezes na Bíblia. Mais significativamente aparece como um local de refúgio (Salmo 40:2) ou o próprio refúgio (Salmo 18:2).

Nosso Deus é nossa Rocha onde podemos nos firmar diante das adversidades, Rocha esta que além de nos fornecer estrutura ainda continua jorrando a água da vida a quem quiser beber (1 Coríntios 10:4).

 
Atmosfera para o crescimento - ATOS 2:47

Normalmente, os crentes querem o desenvolvimento de suas igrejas. Ficamos animados quando a freqüência aumenta, quando temos visitantes e conversões. Não gostamos de bancos vazios, porém o desenvolvimento da obra depende da ação de Deus em nós e através de nós.

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